sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Brincadeiras inocentes e perigosas!


Muitos adultos acreditam que jogando o bebê pro alto, irá trazer somente diversão para o pequeno, já que ele dá gargalhadas com a “brincadeira” Mas não é nada segura, pois pode trazer riscos graves à saúde da criança. Nos primeiros anos de vida, a cabecinha do bebê ainda é desproporcional ao resto do corpo, o pescoço é mole pois os músculos ainda não foram desenvolvidos por completo.
Por esses motivos, movimento bruscos, como jogar pro alto, pode ser prejudicial ao bebê, já que ele realiza um movimento extremo de aceleração e desaceleração da cabeça, podendo assim ocorrer graves lesões cerebrais, ou até mesmo o falecimento. Além do risco de hemorragias cerebrais e oculares, podem ocorrer convulsões, vômitos, letargia, retardo mental, problemas motores e até paralisia e dificuldade de aprendizagem. Isso é conhecido como Síndrome do Bebê Sacudido (SBS). De acordo com pesquisas, de 25% a 30% das crianças portadoras de SBS morrem, e apenas 15% saem sem sequelas.
Toda criança possui um espaço entre o crânio e o cérebro, para que a massa encefálica se desenvolva e cresça durante a infância. Um bebê que é sacudido, pode ter seu cérebro inchado. A SBS pode ser um sinal de maus cuidados dos pais, que chacolham o bebê violentamente. Há casos, que os fatores podem ser alcoolismo, estresse ou pais muito jovens.
Portanto, seja cuidadoso com o seu filho. Não exponha ele com brincadeiras que podem ser prejudiciais. Trate-o sempre com carinho e delicadeza.

Deslocar ossos  
Trata-se de uma lesão bastante comum na criança entre 18 meses e 04 anos de idade. Nesta faixa etária o cotovelo da criança não está ainda bem formado e apresenta muita frouxidão ligamentar. O cotovelo é uma dobradiça formada pelo encontro do osso do braço (úmero) encaixado em um osso do antebraço (ulna). No antebraço existe outro osso (rádio), localizado no lado do polegar, e no cotovelo ele interage com a ulna para realizar a rotação do antebraço (chamada de movimento de prono-supinação). A cabeça do rádio é presa na ulna por um ligamento que a envolve como um anel (ligamento anular). Se ocorre uma tração no rádio para longe do cotovelo ocorre lesão do ligamento anular (que é fino nesta faixa etária) e deslocamento da cabeça do rádio do encaixe no osso vizinho.

SINTOMAS

A criança começa a chorar e mantém o braço parado ao lado do corpo com a palma da mão virada para trás. Se recusa a levantar o braço acima da cintura que causa desconforto e não usa a mão deste lado (se você tenta lhe oferecer algo, por instinto ela apanhará com a outra mão). Tem dor quando tentamos “rodar”o antebraço. Ela até para de chorar mas mantém o braço imóvel ao longo do corpo para grande apreensão dos pais.


CAUSAS
A causa da lesão pode ser óbvia, como quando os próprios pais puxaram a criança pelo braço, mas em algumas circunstâncias pode ser obscura; a criança não sabe contar aos pais o que ocorreu e a babá afirma que a criança caiu…
Muitas vezes é uma combinação do movimento da criança e de um adulto. A criança se joga no chão e um adulto tenta levantá-la pela mão (levante-a segurando por baixo dos braços).
*Evite brincadeiras de balançar a criança segurando-a pelas mãos e girando-a.


*Não deixe uma criança pequena guiar um cachorro, pois ele pode puxá-la com força.
*A criança está segura pelo braço quando sofre uma queda súbita. 
*Segurar a criança pela mão para ela não sair correndo, puxar a criança quando estamos andando de mãos dadas e estamos com pressa (lembrar que o passo da criança é menor).
*Algumas dessas situações são possíveis de prevenir, outras não, mas o que importa é tentar sempre oferecer a segurança para nossos pequenos!


O QUE FAZER?
Leve a criança para o hospital o mais rápido possível. Um médico Ortopedista irá determinar se não há fratura ou algo mais grave. Em geral, não há dor á palpação do cotovelo e nem inchaço. A radiografia não é necessária se não há sinais de fratura no exame físico, pois na pronação dolorosa a radiografia aparece normal apesar do deslocamento do rádio.

TRATAMENTO
Após acalmar a criança e os pais e estabelecer uma relação de confiança, o médico realiza uma manobra, chamada de  redução , que é  bastante simples, sendo realizada no consultório, sem necessidade de qualquer anestesia.
É realizada rodando o antebraço para colocar a mão virada para cima e depois fletindo o cotovelo enquanto segura o braço – pode sentir um click (isto pode causar um breve desconforto , mas  em geral a criança recupera  rapidamente a movimentação do braço). Pedimos para os pais aguardarem na recepção por uns 15 minutos e na reavaliação a criança já está utilizando normalmente a mão. Habitualmente não há necessidade de nenhum tipo de imobilização ou fisioterapia após a redução, porém algumas crianças permanecem com desconforto, mesmo após a redução, talvez pelo cotovelo ter sofrido o deslocamento e machucado o ligamento. Nestes casos imobilizamos com tala gessada, prescrevemos medicação para dor e reavaliamos em 03 dias. Algumas crianças têm maior predisposição á esta lesão e os episódios podem ser recorrentes. Isto não é motivo para preocupação, pois as lesões devem cessar com o crescimento da criança, não deixando nenhuma sequela.

Prevenção:
Evite puxar a criança pelas mãos conforme explicado anteriormente, especialmente se esta já tem história de pronação dolorosa. Neste caso oriente também a babá, os parentes e as outras pessoas que terão contato com a criança.

4 comentários:

  1. Minha filha teve este contratempo.
    Bem em uma dessas situações... estava segurando sua mão e ela se jogou no chão... não deu outra... deslocou.
    Levamos ao médico, colocou no lugar e perfeito! A dor saiu na hora!

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  2. a dica de jogar pro alto eu nao sabia, so descobri por acaso .nunca mais jogo.

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  3. muito importante se informar, pois o que parece inocente pode ser muito perigoso..pesquisar sempre diferentes assuntos

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  4. Meu genrolado faz de tudo com minha netinha de 11 meses.
    Meu coração fica apreensivo...

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